terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Mistério da Estrada de Sintra, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

    O que primeiro me despertou interesse neste romance policial foi o filme português homónimo e baseado na obra, que gostei muito. Mais uma vez, como de costume, a obra supera largamente o filme, mas fiquei satisfeita por ter começado por ver o filme. É mais suave e está muito bem pensado.
    O livro, claro, está maravilhosamente escrito e, tendo começado por folhetins no Diário de notícias, está pensado também de forma admirável, com diversas personagens contribuindo para o desvendar da trama, sem nunca desvendarem os nomes ou lugares por onde passam. Li-o num sopro. E senti-o de maneira muito forte. Quando começamos a perceber a sequência dos actos que levam à morte do inglês com que somos confrontados nas primeiras páginas, pesa-nos um desassossego e angustiamo-nos com as angústias da condessa e do seu primo, simpatizamos e sentimos piedade pelas desgraças que se abatem sobre as cabeças de todos quantos as carregam.

    É arrasador, mas gostei muito.

2 comentários:

  1. O que eu adoro é a tua capacidade intrinseca de captar a essencia do Lucky Luke aquando do duelo dele frente ao Jesse James.

    Parabens!

    ResponderEliminar