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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho,
por Alexandre Gusmão (22/05/2018)

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Teresa Desqueyroux, François Mauriac (Estúdios Cor)

   Já tinha lido este livro há muitos anos, nesta edição de 1958 trazida de casa dos meus avós. Lembrava-me vagamente da história: Teresa (o primeiro nome aparece traduzido) regressa a casa depois de ter sido ilibada da tentativa de matar o marido. Foi o testemunho do marido, mais desesperado por recuperar a sua dignidade e não afetar o bom nome da família, que a ilibou do crime que ambos sabem que cometeu.
   Mesmo sabendo a história, não deixamos de nos impressionar pela total indiferença e frieza de Teresa por todos, especialmente pela sua pequena filha, de quem o marido a separa após a sua libertação.
Compreendemos o desencato de Teresa pelo marido, boçal e materialista, mas não percebemos o que ambiciona, o que deseja, quais são os seus sonhos, com exceção de viver na cidade e ser adulada e admirada.
   Mas foi este retrato impiedoso que François Mauriac quis transmitir: Muitos se admirarão de que eu tenha podido imaginar uma criatura ainda mais odiosa que todos os meus outros heróis.
   Uma referência final à capa de Fernando Azevedo que é lindíssima mas cuja reprodução não encontrei.

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