Prémio Nobel da Literatura 2017

Prémio Nobel da Literatura 2017

Kazuo Ishiguro

autor, entre outros, de Os despojos do dia e Nunca me deixes


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Tudo por Amor, Dan Jacobson (Quidnovi)

   Mais uma vez tenho de confessar que não me recordo se já tinha lido este livro ou não, ou se me recordava da história pela leitura do resumo que vinha na sobrecapa. Como quer que seja, não me deslumbrou. Apetecia-me ler um livro que me arrebatasse, que me apaixonasse. Que melhor que uma história de amor que esteve na lista de finalistas do Booker Prize?
   O livro narra a história de amor que junta a Princesa Louise, filha do terrível rei Leopold II da Bélgica e  mulher do princípe Phillipp de Saxe-Coburgo, com Geza Mattachich, segundo-tenente do 13º Regimento de Ulanos. Como se não bastasse a diferença social, havia ainda a diferença de idades: Geza era dez anos mais novo que a princesa.
   Tem todos os ingredientes para dar uma excelente história, a infância infeliz de ambos, o casamento imposto à princesa, cujas expetativas não resistem à noite de núpcias, a paixão, as dívidas, a prisão dele e o internamento dela, por loucura, como era habitual. Contudo o livro falha, talvez por o autor se ter prendido demasiado aos documentos publicados.
   Em meu entender, a personagem mais interessante é Maria, que se apaixona à distância por Mattachich e que abandona a sua vida e a sua familia e vai viver e trabalhar para a prisão onde ele se encontra encarcerado até conseguir libertá-lo. A paixão que sentia por ele estava associada à paixão que ele sentia pela princesa, pelo que o passo seguinte foi garantir a fuga dela, juntando-se um estranho trio, onde a força da relação que juntava aquele homem às duas mulheres foi depois substituida pela relação emtre ambas.
   O cenário onde se desenrola a história, a Europa, entre o princípio do século XX e o final da primeira Guerra Mundial, surge de forma dispersa não fornecendo os necessários contornos ao romance.
   A história de base tem todos os ingredientes para dar um livro fantástico, mas o resultado final é um pouco dececionante.

1 comentário:

  1. Em bom português

    O direito de ler não importa o quê.

    é

    O direito a ler seja o que for.

    e

    O direito de ler não importa onde.

    é

    O direito a ler seja onde for.
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    Quando se conhece mal a língusa que a nossa mãe nos ensinou dá estes resultados - tantas vezes vistos...

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