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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho, por Alexandre Gusmão (22/05/2018)
#4 Leio, logo… exploro, por Lucinda Afreixo (05/06/2018)
#5 Leio, logo... preservo, por Manuela Pires (19/06/2018)
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Queremos que participe nesta rubrica! O que é, para si, ler? Qual é a sua visão do mundo literário, do lado do leitor? Entre em contacto connosco, por mensagem privada na página Ponto&Vírgula e partilhe a sua opinião.





sábado, 30 de agosto de 2014

Por favor cuida da mamã, Kyung-Sook Shin (Porto Editora)



   Li este livro por sugestão da minha irmã, mais curiosa por livros de autores de países longínquos. Num mundo crescentemente globalizado, os livros permitem preservar a especificidade das diferentes culturas e, ao mesmo tempo, que os leitores, de diferentes latitudes e longitudes, atalhem caminho e mergulhem numa realidade distinta daquela que constitui o seu quotidiano. Mas, salvaguardadas as diferenças, permanecem sempre muitas semelhanças, sobretudo que no que toca as relações familiares e afetivas.  
    O livro é curioso quer pela estrutura da obra, quer pela opção de narrar a história utilizando a segunda pessoa do singular: A família está reunida na casa do teu irmão mais velho...No princípio pensamos que se trata da mãe, que vai assistindo à busca que os filhos e o marido encetam à sua procura. Mas depois percebemos que esta opção confere maior proximidade ao narrador.          
    A história é simples: Park So-nyo, casada, mãe de 5 filhos adultos, vai com o marido a Seul. Na estação de metro perde-se do marido quando este entra no metro e ela, que seguia atrás dele, não entra. O livro começa com os filhos a prepararem um folheto para a procurarem e a perceberem quão pouco conhecem a mãe. Mais grave que desconhecerem o ano exacto do seu nascimento, é o facto de terem permitido que ela se dissolvesse e ignorado o facto de ela ter uma vida e interesses distintos para além de tratar do marido e dos filhos. Por isso a procura da mãe é a descoberta da sua vida, dos seus prazeres mas também dos seus sofrimentos. E a percepção da falta que faz e de muito ficar por lhe dizer.
    Um livro curioso e que nos faz reflectir sobre a forma como nos relacionamos com os outros e, em particular, com a nossa mãe.

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