LEIO LOGO...

.
.
.
LEIO, LOGO...

A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho, por Alexandre Gusmão (22/05/2018)
#4 Leio, logo… exploro, por Lucinda Afreixo (05/06/2018)
#5 Leio, logo... preservo, por Manuela Pires (19/06/2018)
***

Queremos que participe nesta rubrica! O que é, para si, ler? Qual é a sua visão do mundo literário, do lado do leitor? Entre em contacto connosco, por mensagem privada na página Ponto&Vírgula e partilhe a sua opinião.





sábado, 13 de dezembro de 2014

A ferver, Aventuras e desventuras de um cozinheiro amador, Bill Buford (Sextante Editora)

    A ferver, um livro ferverosamente recomendado por alguns amigos e emprestado por um deles, é, como o próprio subtítulo indica, o relato das aventuras e desventuras de um cozinheiro amador, em cozinhas de diversos restaurantes, pelo puro prazer de aprender a cozinhar:
    "Aprende-se trabalhando na cozinha. Não lendo um livro, nem vendo um programa de televisão, nem frequentando uma escola de culinária. É assim." Foi por isso que Bill Buford decidiu trabalhar na cozinha de Babbo "como escravo do Mario (Batali)".
    O livro lê-se muito bem, mas não se espere encontrar nele receitas ou truques culinários. Em vez disso, lemos e sofremos com  a descrição das horas passadas no posto da pasta, ou nos grelhadores ou a cortar cenouras (Eu estava a cortar cenouras há duas horas e, sem mais nada, elas foram atiradas fora, elas estavam mesmo muito mal).
    O livro surpreendeu-me pela descrição dos bastidores dos restaurantes de chefes famosos, mas também pela complexidade de alguns pratos que eu pensava simples, como a bolonhesa.
    Aprendi também algumas coisas, por exemplo que a água da pasta deve ser aproveitada para os molhos que a acompanham, mas também que não devemos pedir pasta nos restaurantes a partir de uma determinada hora. Aprendi também que cozinheiros e chefs não são a mesma coisa: um chef era um patrão. O nome de um cozinheiro nunca aparecia numa jaqueta.
   É um livro curioso, que nos permite entrar nos bastidores de restaurantes de chefs famosos e e nas respetivas vidas surpreendendo-nos pela dedicação e ligação entre ambos.
   Curiosamente as referências à gastronomia portuguesa são escassas, apenas duas se me recordo, o que não deixa de surpreender até porque, deste lado do oceano, temos a convição que temos uma gastronomia excelente e que começa a ter algum eco no exterior.

Sem comentários:

Enviar um comentário