Prémio Nobel da Literatura 2017

Prémio Nobel da Literatura 2017

Kazuo Ishiguro

autor, entre outros, de Os despojos do dia e Nunca me deixes


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Longbourn, Jo Baker (Editorial Presença)

    Este livro foi uma deceção do princípio ao fim. É mau. A história é pobre, a escrita também não se destaca.
    Descrito como "uma recriação de Orgulho e Preconceito do ponto de vista dos criados", poderia ter algum interesse na desmistificação da beleza e classe das meninas Bennet (ex. "As jovens senhoras podiam comportar-se como se, por baixo da roupa, fossem suaves e seladas como estáruas de alabastro, mas quando deixavam cair no chão do quarto as camisas sujas para que as levassem e limpassem, revelavam-se criaturas de corpos frágeis e com fluídos como realmente eram"), mas algumas dessas passagens até parecem demasiado forçadas e desnecessárias.
    É mesmo um livro muito fraco, um simples romance de cordel entre a criada Sarah e o misterioso criado James, que surge do nada e guarda um segredo que o leva a - não se sabe bem porquê - não dirigir sequer um olhar ou uma palavra à rapariga (que, ainda antes de o ver ou saber que ia começar a trabalhar na casa, já estava interessadíssima nele), durante a primeira metade do livro. Depois lá se entendem e passam uns meses felizes até que ele desaparece sem dizer nada e, para o leitor, o seu segredo é revelado. Esse e um outro, que o liga à família Bennet, sem que ele mesmo o saiba. 
    Todos os capítulos começam com umas passagens do que, inicialmente, pensei ser do romance de Jane Austen, mas que afinal não o são. Umas estão assinaladas como passagens (com « »), outra não; e em nenhum momento percebi a relação dessas passagens desconhecidas com o que acontecia no capítulo respetivo.
     Adicionalmente, a tradução não é brilhante e existem mesmo erros ortográficos no texto.


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