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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho, por Alexandre Gusmão (22/05/2018)
#4 Leio, logo… exploro, por Lucinda Afreixo (05/06/2018)
#5 Leio, logo... preservo, por Manuela Pires (19/06/2018)
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Queremos que participe nesta rubrica! O que é, para si, ler? Qual é a sua visão do mundo literário, do lado do leitor? Entre em contacto connosco, por mensagem privada na página Ponto&Vírgula e partilhe a sua opinião.





sábado, 25 de abril de 2015

Lueji, Pepetela (Edições ASA)

    Lueji é o primeiro livro que leio de Pepetela - e foi uma agradável surpresa. Está escrito de uma forma muito gira, cruzando as histórias de Lueji, rainha da Lunda, e de Lu, uma bailarina conceituada e aparentemente tetraneta de Lueji.
    A história do governo da Lunda por Lueji, filha da segunda mulher de Kondi, começa quando o irmão mais velho, Tchinguri, sucessor do trono da Lunda, fere mortalmente o pai. Como castigo, Kondi decide, antes de morrer, que será a filha, com 18 anos, a sua sucessora até ter um filho que possa governar. Apesar de extremamente próximos, e de Lueji considerar o irmão como um herói, este revolta-se contra a decisão tomada e declara guerra aos Tubungo, ou seja, aos nobres que, em seu entender, envenenaram primeiro e pai e depois a irmã contra ele.
    Quatro séculos, mas apenas umas páginas, mais tarde, enquanto ensaiam para um bailado, Lu e o seu parceiro Uli apercebem-se que se sentem atraídos um pelo o outro, o que transforma toda a sua relação e os impede de dançarem juntos. Entretanto, Lu magoa-se na anca ficando fisicamente impossibilitada de dançar por uns tempos. Nesta espiral de acontecimentos, Lu sente um batuque constante, a história de Lueji que exige ser contada.
    Reinventa-a, então, e transforma-a num bailado, com a ajuda de um compositor amigo e da diretora do grupo de dança.
    O romance é tão complexo e tão rico em personagens e episódios que qualquer resumo que aqui faça ficará certamente aquém da ideia do livro. Gostei muito de o ler. Senti-me completamente absorvida, imersa naqueles dois mundos separados por 400 anos. Fui Lueji e fui Lu. E é maravilhoso quando um livro nos faz sentir como sendo parte dele.

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