quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Devices and Desires, PD James (Penguin Books)

    [Edição em inglês. Não consegui encontrar a correspondência em português...]

    Em busca de livros em inglês, para treinar para um exame (que ainda está por fazer), decidi experimentar este policial da P. D. James, uma das autoras do género favoritas da minha mãe. Confesso que não é um estilo que adore, apesar de saber bem ler um policial de vez em quando.
    Neste livro em particular, o Comandante Adam Dalgliesh vai passar uma temporada a uma vila a norte de Norfolk, por ter recebido um moinho de herança por parte de uma tia com a qual passara a infância. Cedo percebi que este livro deverá fazer parte de uma série de policiais cujo investigador principal é este Dalgliesh - vamos sabendo algumas coisas sobre a vida dele, mas sente-se a falta de acompanhamento por não ter lido os livros anteriores,
    Apesar de não estar em serviço, o Comandante vê-se envolvido num cenário de crime complexo: a região está a ser alvo de ataques por um assassino em série, conhecido por Whistler ("Assobiador") e alguém decide aproveitar-se dessa situação e do seu modus operandi para cometer o assassinato de uma mulher da comunidade.
    O ambiente é tenso, devido à existência de uma central nuclear onde, não bastando ser já objeto de controvérsia, meses antes um dos empregados cometeu suicídio. A última vítima é também funcionária, com um cargo elevado e odiada ou temida por muita gente.

    He was inured to horror; few manifestations of human cruelty, violence or desperation were unfamiliar to his practised eye. He was too sensitive ever to view a violated body with crude indiference but [...] this was the first time he had almost stumbled over a murdered woman. Now, as he looked down on her, his mind analysed the difference between the reaction of an expert summoned to the scene of crime knowing what to expect and this sudden exposure to ultimate violence.
    (Ele estava habituado ao horror; poucas eram as manifestações da crueldade, da violência ou do desespero humano não familiares à sua visão experiente. Ele era demasiado sensível para alguma vez observar um corpo violentado com indiferença crua mas [...] aquela foi a primeira vez que quase tropeçou numa mulher assassinada. Agora, ao observá-la de cima, a sua mente analisava a diferença entre a reação de um especialista chamado à cena do crime sabendo o que esperar e esta exposição súbita à violencia mais severa.)

    O livro está bem escrito e até tem umas passagens bonitas, que "roubei"; entanto, a história não me envolveu particularmente - exceto as descrições dos assassinatos que me deixaram cheia de medo de andar sozinha na rua, à noite.

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