Prémio Nobel da Literatura 2017

Prémio Nobel da Literatura 2017

Kazuo Ishiguro

autor, entre outros, de Os despojos do dia e Nunca me deixes


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Irène, Pierre Lemaitre (Clube do Autor - Editora)

  Cheia de vontade de ler um policial, o que me acontece com alguma frequência, entrei numa livraria e encontrei este livro, Irène de Pierre Lemaitre, de quem li recentemente o apaixonante livro Até nos Vermos Lá em Cima.
    Se tivesse começado por ler este livro provavelmente não seria levada a ler outro livro do mesmo autor, mas foi o contrário. Até nos vermos lá em cima é um livro extraordinário, pela história que narra, pelas descrições que faz, pelas personagens que junta na aventura de sobreviverem no pós I Guerra Mundial e, de facto, notava-se no livro a marca do escritor de policiais. Mas confesso-me relativamente desiludida com a leitura deste livro, Irène. 
    Irène, que dá o nome ao livro, é a mulher de Camille Verhoven, comandante da polícia que mede apenas 1,45 de altura. Não procurando a leitura de policiais pelo suspense fiquei logo surpreendida pelo resumo que é feito na badana e que praticamente desvenda tudo: Aqueles que poderiam ajudar a encontrar o criminoso rapidamente se transformam em suspeitos. (...) Por razões que ninguém conhece, o caso torna-se pessoal e Irène é raptada,
    A sério???
    A ideia de base é interessante, um assassino que vai reproduzindo crimes, reais ou fictícios, mas que se encontram relatados em livros policiais. Parece-me, no entanto, pouco consistente. A ligação aos livros é apenas detectada em 2003 e só então se apercebem que crimes anteriores teriam também replicado crimes relatados em livros, o que não parece fazer sentido se o criminoso procura notoriedade. Também as cartas redigidas pelo assassino não  me parecem credíveis - poderá um assassino acreditar que a vítima apesar do medo e da dor "amou apaixonadamente aquele momento"?

Sem comentários:

Enviar um comentário