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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Era tudo tão bom, Linda Grant (Civilização Editora)


    Não gosto de escrever críticas de livros que não terminei, porque nunca se sabe quando há uma qualquer reviravolta na história que nos surpreende ou agarra. Mas já ia a meio deste livro e... não estava a funcionar entre nós. Foi um relacionamento a que tive pôr fim.
    Se tardei a desistir (quase dois meses, o que, já de si, é demasiado tempo para um livro tão pequeno), foi porque a história de fundo parecia muito interessante  e eu queria desvendá-la. Só que já vou sabendo identificar os estilos que gosto e, muito para lá da história, aprecio um livro bem escrito, bem construído e cuja escrita seja bonita - mesmo quando sobre temas feios. Não encontrei isso aqui.
    Já tinha lido um livro da Linda Grant, Vidas Entrelaçadas, e lembro-me que gostei bastante. Esse foi outro motivo para tentar manter a chama da leitura. Mas, de facto, a forma como este romance está escrito não me cativou. Não vi passagens bonitas, achei o enredo confuso e, acima de tudo, desorganizado. Parecia que, de vez em quando, a autora se lembrava de uma passagem que queria incluir e incluía-a, mesmo que não houvesse fio condutor estre o parágrafo anterior e o novo.
    Por fim, também me deu ideia que a tradução não era das melhores - outra coisa com que, sim, eu costumo implicar.
    Por isso, desisti. E, contra o que é habitual, decidi, ainda assim, fazer a crítica do que li. A verdade é que "...Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria". E a vida passa demasiado rápido para se perder tempo com livros que não nos cativam.
    Venha o próximo.

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