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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

LÍNGUA MÁTRIA - Festival Literário e Feira do Livro de Oeiras


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 A propósito do Festival Literário de Oeiras, Língua Mátria, recordamos alguns dos livros de autores que teremos oportunidade de ver e ouvir nos dias 28 e 29 de setembro:


Pepetela
Crónicas maldispostas, conjunto de crónicas do autor publicadas na revista mensal angolana África 21, entre 2007 e 2015;
Lueji, que cruza as histórias de Lueji, rainha da Lunda, e de Lu, uma bailarina conceituada e aparentemente tetraneta de Lueji;

Luís Cardoso
O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação, um relato da luta dos timorenses pela sua independência e uma homenagem às mulheres e aos homens que de diferentes formas contribuíram para este desfecho;
Para onde vão os gatos quando morrem? O livro está dividido por dias e vai, de forma sequencial, até ao vigésimo dia. Como refere Frei Bento Domingues no Prefácio, este «romance é escrito como uma parábola bíblica. Acompanha-o A Criação do Mundo, de Miguel Torga, outra parábola bíblica quase laicizada». 

Germano Almeida
O fiel defunto, um escritor morre. Depois da morte dele, acompanhamos a forma como as pessoas lidam com o acontecimento.
(...) eu mesmo pensava, mas como é possível que uma pessoa como ele, que produziu páginas tão belas, tão extasiantes, páginas que encantaram não apenas nós, os seus patrícios, mas mesmo o mundo lá fora, possa de repente começar a cheirar tão mal?
 

domingo, 16 de junho de 2019

Feira do Livro 2019

    Acabada a Feira do Livro deste ano, estes foram os livros que comprei. Menos que desejava seguramente, mas para além do preço dos livros, tenho que me lembrar daqueles que ainda aguardam que os leia, pousados em cima do baú do meu quarto e no chão, numa pilha que não cai porque os livros estão devidamente entalados entre a parede e a mesinha de cabeceira. Mas é difícil resistir a comprar quando temos a oportunidade de nalgumas centenas de metros quadrados encontrar praticamente todas as editoras, e, nalguns casos, os livros a preços de ocasião. 
    A sensação que foram muito menos livros do que queria resulta também do facto de alguns dos livros que comprei se destinarem a prendas.
    Neste lamento sobre os livros que não posso (ou não pude comprar) o Biblioteca-me lembrou-me o poema de Jorge de Sena, Ode aos livros que não posso comprar, de que roubei os primeiros e os últimos versos:
    Hoje, fiz uma lista de livros,
    e não tenho dinheiro para os poder comprar,
    (...)
    Por isso preciso de comprar alguns livros,
    uns que ninguém lê, outros que eu próprio mal lerei,
    para, quando se me fechar uma porta, abrir um deles,
    folheá-lo pensativo, arrumá-lo como inútil,
    e sair de casa, contando os tostões que me restam,
    a ver se chegam para o carro eléctrico,
    até outra porta.

   É por isso que ainda que se acumulem os livros que temos, lidos e não lidos, precisamos sempre de comprar alguns livros.