Cem Sonetos de Amor, Pablo Neruda (Campo das Letras)
Não sou de modo nenhum leitora assídua de poesia. Mas gosto de ter um livro de poemas à cabeceira e, por vezes, abri-lo de forma aleatória e ler alguns deles, marcando aqueles que de alguma forma me tocam. Este é o livro que tenho agora comigo, e no qual li um poema que quis transcrever aqui. Porém, ao virá-lo, li o poema da contracapa e gostei ainda mais. Por isso é esse que transcrevo, e até calha bem o dia. Seja este poema para todos os apaixonados neste dia de São Valentim. Saberás que não te amo e que amo pois que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio, o fogo tem sua metade de frio. Amo-te para começar a amar-te, para recomeçar o infinito e para não deixar de amar-te nunca: por isso não te amo ainda. Amo-te e não te amo como se tivesse nas minhas mãos a chave da felicidade e um incerto destino infeliz. O meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo...