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The Handmaid's Tale, Margaret Atwood (Vintage Classics)

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     Já li The Handmaid's Tale ( A História de Uma Serva , em português) há bastante tempo. Segundo o Goodreads, terminei-o há quase um ano! No entanto, ainda a ajustar-me a todas as mudanças (boas!) que têm acontecido na minha vida, pouco me sobra para me dedicar à revisão dos (muito poucos) livros que vou lendo.    Uma  coisa é certa: adorei lê-lo, sofri e revoltei-me com ele e até me soube bem ler uma história diferente da da série, que vi antes de ler. Na verdade, a série vai ainda mais além do romance, além de se passar na atualidade, enquanto o romance é já mais antigo (e percebe-se)   O livro, vencedor do Man Booker Prize, é uma distopia perturbadora sobretudo por sabermos que o é apenas por um muito precário equilíbrio de malabarista.     Não há bebés. Os nascimentos são raros e, entre os que acontecem, mais raros os de bebés vivos e saudáveis. Neste contexto, num estado da América do Norte (claro!), um grupo de radicais cristãos (ta...

Outrora e Outros Tempos, Olga Tokarczuk (Cavalo de Ferro)

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      Começo pelo fim: Outrora e Outros Tempos é um livro extraordinário.      Outrora, uma aldeia protegida por quatro arcanjos, situa-se na Polónia, mas poderia situa-se em qualquer país ou região da Europa central ou, como é dito a abrir o livro: Outrora é um lugar situado no centro do universo . Ao longo do século XX, três gerações de habitantes de Outrora assistem às duas Guerras Mundiais e à chegada dos exércitos alemão e russo à sua aldeia. Também são três as famílias que vamos acompanhando - as famílias de Genowefa, de Kloska e do Morgado Popielski. Como se se tratasse de um fresco humano em que cada uma destas famílias representa um segmento de uma sociedade, social e economicamente estratificada e fortemente marcada pela sua origem. Em Outrora, como em todas as terras,  há sempre um louco. Em Outrorao louco é Izydor, irmão de Misia, ambos filhos de Genowefa:     "- Sim, é possível que todas as famílias normais tenham de incl...

Amesterdão, Ian McEwan (Gradiva)

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    Foi com um misto de impaciência e pena que li este livro. Impaciência por acabar, mas no mau sentido; queria terminá-lo por ser do Ian McEwan, por ter recebido o Booker Prize em 1998 e porque, sendo pequeno, custava um pouco menos. Pena porque há uns anos atrás, li os livros deste autor de forma desenfreada, e porque de facto ele escreve muito bem; no entanto, o livro não me interessou     Dois amigos, antigos amantes da mesma mulher, Molly Lane, cujo serviço fúnebre é a abertura do livro, vêm a sua amizade destruída por divergências de opiniões, valores e atitudes.    Vernon Halliday é redator chefe do jornal The Judge , que precisa urgentemente de aumentar o número de vendas. O viúvo de Molly entrega-lhe então fotos comprometedoras do primeiro ministro e Vernon tem de decidir se as publica ou não.   Clive Linley é um compositor aclamado a quem foi encomendada uma peça para assinalar a mudança de milénio. Dotado de ouvido absolu...

Desgraça, J.M. Coetzee (Leya - Bis)

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     Outro dos livros do curso online .    Vencedor do Man Booker Prize em 1999 e Prémio Nobel da Literatura em 2003, foi o único livro de Coetzee que li.     O livro segue David Lurie, um professor de Comunicação da Universidade Técnica de Cape, na Cidade do Cabo. Tem 52 anos e uma paixão na vida: mulheres. Quando se envolve com uma aluna e ela apresenta queixa, David é convidado a demitir-se, apesar das tentativas de ajuda dos seus colegas.      «O crânio e depois o temperamento: as duas partes mais duras do corpo.»   Vai viver com a sua ilha, Lucy, na propriedade desta em Grahamstown. A sua vida e até a sua atitude perante ela mudam substancialmente, sobretudo depois de um incidente de absoluta violência que recai sobre ambos.     A relação que tentavam restabelecer como pai e filha, vivendo juntos, mas ambos na idade adulta, desmorona-se.      «- Então ajuda-me. Trata-se de alg...

Leituras Seguidas

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    Três livros de seguida. Acabada a última página do primeiro, passei de imediato ao segundo e por fim ao terceiro.      Apenas me apaixonei pelo terceiro, "A Herança do Vazio", Vencedor do Man Booker Prize 2006 que esperou pacientemente para ser lido, entalado entre livros já lidos na minha estante giratória.     O primeiro, "Isabel I de Inglaterra e o seu médico português" é, como o nome indica, um romance histórico. As estórias dentro da história podem dar  livros interessantes, que nos permitem viajar no tempo, entre a realidade histórica e a fantasia com que que são preenchidos os espaços em branco, ou, pelo contrário, limitam-se a uma frágil  revisitação histórica tendo como pano de fundo a estória narrada. Este livro foi particularmente decepcionante, a história tinha todos os ingredientes para permitir a construção de um bom romance histórico, mas a falta de patine dos diálogos, a fragilidad...