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Sombras Queimadas, Kamila Shamsie (Civilização Editora)

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    Este livro foi uma desilusão. Tudo nele me foi extremamente apelativo - a capa, o título e o resumo da contracapa. Admito, no entanto, que comecei a lê-lo com uma ideia específica do que poderia encontrar e que parte da minha desilusão se prendeu precisamente com o rumo totalmente distinto que a história toma.     A narrativa começa em Nagasáqui, quando Konrad, um alemão, propõe casamento a Hiroko, japonesa. A primeira bomba nuclear caíra em  Hiroxima havia três dias e, quando ele deixa a casa da noiva, cai a segunda bomba, em Nagasáqui. Konrad não sobrevive e Hiroko fica com marcas (físicas, para não falar das psicológicas) permanentes. Dois anos depois, Hiroko procura a meia-irmã de Konrad, Ilse, em Deli, na Índia, onde conhece Sajjad a quem mostra pela primeira e última vez, as queimaduras em forma de pássaros gravadas na pele.     Toda a primeira parte do romance é emotiva e forte, com as descrições de como aqueles que estavam mais ...

O Quarto de Jack, Emma Donoghue (Porto Editora)

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    Este livro tocou-me muito. Não deixo de admirar a autora pela sua capacidade de criar um livro desta dimensão mantendo uma narrativa constante na voz de uma criança de cinco anos.     Não me lembro minimamente dos meus pensamentos quando tinha cinco anos pelo que não posso avaliar a acuidade dos pensamentos de Jack - ainda que, em determinadas alturas, me pareça difícil que uma criança consiga desenvolver alguns dos raciocínios que Jack desenvolve. Independentemente disso, trata-se de uma história comovente sobre o amor de uma mãe pelo seu filho.     Jack e a Mamã estão encarcerados num quarto fechado, à prova de som, apenas com uma pequena clarabóia para permitir a entrada de luz natural. No quarto têm uma cama (que partilham nas noites em que não há visitas do Nick Mafarrico; quando as há, Jack tem de dormir no guarda-fatos), uma mesa, um fogão, um frigorífico, uma televisão, uma sanita, uma banheira...     A história começa ...