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Os livros que não comentei

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​   Nos últimos anos, tenho vindo a encontrar-me, a construir a minha família e a descobrir a minha vocação. Tem sido incrível! E tem exigido todo o meu tempo. A leitura vai ficando para segundo, terceiro, quarto planos. Mas continua cá. Já não devoro livros como antes, mas vou saboreando nos momentos de calmaria.      Entretanto, a pilha de livros por comentar vai aumentando. Alguns, aguardam crítica já há dois anos. E se me lembro de se gostei ou não, já não me sinto capaz de escrever fielmente sobre eles.      Por isso, aqui vai este post, com a foto e um breve comentário sobre os livros que compõem esta pilha, e que já merecem o seu devido repouso na estante (e não a apanhar pó na minha secretária!):     1. Pequenos fogos em todo o lado , de Celeste Ng (Relógio d'Água) - Quero ler!     «Durante toda a vida, aprendera que a paixão, tal como o fogo, era uma coisa perigosa. Facilmente se descontrolava. (...) Era melhor controlar a ...

Escrito na Água, Paula Hawkins (Topseller)

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   Nel Abbott tem, desde pequena, um fascínio pelo rio que rodeia a cidade onde costuma passar férias. Pelo rio e pelas mortes que nele ocorreram, ao longo dos tempos. Mulheres levadas ao desespero ou levadas à força, que deram a vida às águas. Até que chega a sua vez.      O livro começa com a irmã de Nel, Jules, a receber a notícia da sua morte. Regressa então à cidade onde tanto anos antes passara os seus verões e sofrera às mãos da irmã e dos seus amigos; a cidade onde a irmã decidiu passar a viver e onde Jules preferia nunca mais ter de voltar. A casa é a mesma onde passavam férias e era lá que Nel vivia com a sua filha, que tem a certeza que a mãe se suicidou e a deixou por vontade própria.     O livro está escrito ao estilo do primeiro livro da autora, A Rapariga no Comboio , uma vez que vamos conhecendo o desenrolar da história pela voz de diferentes personagens. Tem ainda as curiosidades de se ir passando no presente e no passado, on...

A rapariga no comboio, Paula Hawkins (Topseller, Editora 20|20)

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    Quando um livro se torna bestseller pouco tempo depois da publicação, há sempre aquela curiosidade que nos impele a olhar para ele de cada vez que passamos numa livraria. Ainda assim, eu, pelo menos, tenho sempre um certo receio que seja um daqueles livros escritos com uma "receita-sucesso" mas sem grande arte.     Este romance despertou-me o interesse desde cedo, por ser falado, mas também porque a própria leitura da contracapa me aguçou os sentidos. Como não o li durante o boom do seu sucesso, ouvi e vi, como não podia deixar de ser, opiniões contraditória, mas maioritariamente "Não é assim tão espetacular". Por isso, inevitavelmente, as minha expectativas baixaram. Talvez por isso e porque a história é completamente diferente daquilo que o resumo me sugeria, gostei muito do livro.     O livro é escrito a três vozes: a da Rachel, a da Megan e a da Anna, mas a personagem principal é sem dúvida a Rachel.   ...