Manifesto pela Leitura, Irene Vallejo (Bertrand Editora)
Duas razões me levaram a comprar este livro e a iniciar logo a sua leitura: a capa, maravilhosa, de Ana Monteiro, e a Autora, Irene Vallejo. Dela li O Infinito num junco , um livro extraordinário, fascinante. Uma ode à leitura e aos livros. E se o Infinito num Junco incidia sobretudo sobre a invenção do livro, pensei que este, muito mais modesto em termos de dimensão, fosse um libelo a favor do livro físico. A defesa da leitura em papel em detrimento do écran. Mas só aborda esta questão de passagem: "Um livro respeita a nossa atenção, mantém-nos desligados das urgências, das notificações e da publicidade. Não tem baterias para carregar, é resistente e pode ser muito belo. Não sofre a obsolescência programada, pois a sua vida útil abrange muitos séculos. Soa, cheira, podemos acariciá-lo. O papel convive harmoniosa e pacificamente com os seus irmãos de luz, os écrans, mas possui uma aura que nós, apaixonados pela literatura, amamos e reconhecemos." ...