Os nomes de Feliza, Juan Gabriel Vásquez (Alfaguara)
E mprestaram-me este livro de que não sabia a história. Não conhecia, nem sequer tinha ouvido falar de Feliza Bursztyn, uma escultora, filha de um casal judeu expatriado na Colômbia e que morreria com pouco mais de 40 anos, em Paris, onde estava exilada. Feliza - que os pais batizaram Felicia, depois de ponderarem chamar-lhe Feigele, que em iídiche quer dizer passarinho - escolheu este nome, na adolescência, porque "era rebelde, é verdade, mas também feliz." Foi isto que a mãe escreveu sobre o nome da filha após a sua morte. Feliza morre inesperadamente, em 1982, num restaurante em Paris, onde estava acompanhada pelo marido e mais quatro pessoas, uma das quais era Gabriel García Márquez que, poucos dias depois, publicou um artigo no qual dizia que ela tinha morrido de tristeza. Por causa destas palavras, Juan Gabriel Vásquez investiga a sua vida e explica a Pablo, o viúvo de Feliza: "Porque morreu de tristeza (...) É is...