Pedro Páramo, Juan Rulfo (cavalo de ferro)
Li Pedro Páramo de um fôlego só e quando acabei de ler voltei ao início para lê-lo de novo. Não é um livro fácil, mas é um livro extraordinário. Esta edição é precedida de um texto de Gabriel García Márquez e inclui um texto final de Carlos Fuentes, sobre Juan Rulfo. Li um e outro depois da segunda leitura de Pedro Páramo. Gabriel García Márquez conta que lhe disseram para ler Pedro Páramo para que aprendesse («Leia isto, carago, para que aprenda!»). Leu-o também duas vezes e ficou preso de um deslumbramento que o impediu de ler outros autores nesse mesmo ano. Depois de o ler fiquei sem conseguir escrever uma linha que fosse. É difícil escrever (falar) sobre um romance tão extraordinário. O livro inicia-se com a viagem de Juan Preciado até Comala para visitar o seu pai e, desta forma, cumprir o último desejo da sua mãe, Dolores: «- Não lhe vás pedir nada. Exige-lhe o que nos pertence. O que me devia ter dado e nunca deu...