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Elogio da Velhice, Hermann Hesse (Difel)

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       Há livros que são para ler a partir de certa idade. Elogio da Velhice é um desses livros. Não adianta lê-lo quando somos jovens, porque não compreendemos nem sentimos o que Hermann Hesse escreve. Tinha-o comprado há vários anos e só agora, depois de o meu filho mais novo ter tentado ler e posto de lado, é que me decidi a lê-lo. E foi o momento certo.     Elogio da Velhice intercala pequenos textos, reflexões, parábolas, com poemas. Os textos estão quase todos datados, ao contrário dos poemas, embora não estejam publicados por ordem cronológica, o primeiro data de 1920 e o último de 1959, quando Hesse contava, respetivamente, 43 e 82 anos. Em todos eles há ideias – muito bem escritas – que nos reconciliam com a passagem do tempo, com o envelhecimento, com a memória e com a morte, nossa e dos outros, que nos antecederam. A ideia que com a idade nos tornamos (será?) um bocadinho mais espertos e tolerantes. Gostei sobretudo da ideia constante...