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Língua mátria, contos inéditos de autores de língua portuguesa (The book company)

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   Entre os dias 21 e 29 de setembro realizou-se no Templo da Poesia o festival  Língua Mátria que contou diversas atividades, incluindo sessões com vários autores portugueses e exposições. No âmbito do festival foi editado este pequeno livro de contos que decidi comprar porque é uma maneira de conhecer os diversos autores de língua portuguesa que nele participaram: - David Capelenguela e Ngonguita Diogo, Angola; João Tordo , Teolinda Gersão e Patrícia Reis, Portugal; Luís Cardoso , Timor-Leste; Luís Carlos Patraquim, Mia Couto , Moçambique; Milton Hatoum, Brasil; Olinda Beja, São Tomé e Príncipe; Vera Duarte, Cabo Verde; e Waldir Araújo, Guiné-Bissaau.     Como em todas as colectâneas de diversos autores, os contos são muito distintos. Primeira surpresa, apesar de na contracapa se referir que Língua Mátria espelhar vários lugares e imaginários da lusofonia, o conto de João Tordo passa-se no Uruguai e o da Teolinda Gersão num lugar não identi...

O Luto de Elias Gro, João Tordo (Companhia das Letras)

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    Foi estranho para mim ler este livro, uma vez que, como penso já ter mencionado em entradas anteriores, fiz um curso de escrita com o João Tordo. Do pouco que pude conhecer dele, confesso que, em alguns momentos, me senti uma intrusa a espreitar sem autorização uma fase - muito dolorosa - da sua vida. Isto porque me foi impossível dissociar-me desse conhecimento, ou seja, enquanto lia era como se a história me estivesse a ser narrada pelo próprio autor e, não poucas vezes, dei por mim a perguntar-me onde terminava a realidade e começava a ficção.     Usando como cenário uma ilha algures no Atlântico, onde se fala francês, o escritor veste-se de um narrador presente que, para todos os efeitos, decidiu deixar de viver. Nessa ilha, num farol há muito desabitado, tenta refugiar-se dos seus fantasmas por intermédio da bebida e da inércia. Mas não é bem sucedido porque, mesmo sem o querer, acaba por se envolver com os habitantes da ilha, particularmente com Elias Gr...

Biografia involuntária dos amantes, João Tordo (Alfaguara)

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    Comprei este livro na Feira do Livro numa tarde em que o João Tordo se encontrava no stand da editora. Tinha alguma curiosidade de ler este autor, devido a algumas críticas que tinha lido mas também na expetativa de saber como escrevia o João, que conhecia há muitos anos através das palavras de Ary dos Santos cantadas por Fernando Tordo.     E começo por referir que o João é um digno herdeiro desse património. O livro está muito bem escrito. Não resisti aliás a roubar algumas frases:     "Foi a única mulher para quem olhei e que consegui imaginar velha", afirmou. "Quanto mais a observava, mais era capaz de retratar a metamorfose que lhe aconteceria ao rosto, e ao corpo, durante os próximos cinquenta anos". (...) nunca se encontra o amor porque ele não é passível de ser encontrado. Que não nos acontece quando queremos mas quando estamos distraídos ou adormecidos. (...)     Dobrar uma esquina significava escolher um de...