Textos de guerrilha, Luiz Pacheco (ler, editora)
Tenham sido as férias boas, tenham sido as férias más, no momento em que entramos no prédio, carregados de malas, abrimos a caixa do correio e nos caem contas em vez de cartas só nos apetece voltar para trás. Retroceder e fingir que não é connosco. Que ainda temos mais uns dias sem horas, sem transportes, sem aquela correria do dia a dia. Mas este ano, pelo menos este momento, foi diferente. Quando abri a caixa de correio, as contas estavam escondidas por um imenso envelope pardo onde descobri a letra inigualável da Cinda. Abro o envelope e encontro dentro os dois volumes dos Textos de Guerrilha, de Luiz Pacheco: E a boa disposição prosseguiu com a leitura destes volumes. Apesar do tempo passado, ou mesmo por causa do tempo que passou, as histórias e as personagens que as povoam têm imensa graça ou surpreendem-nos. Desde o Solnado, ao Cesariny, passando pelo Almada, pela Natália Correia, mas também por políticos como o Maldonado Gonelha, o V...