Cartas de Amor da Sóror Mariana ao Cavalheiro de Chamilly
Li Cartas de Amor da Sóror Mariana ao Cavalheiro de Chamilly há muitos anos, com o título As Cartas Portuguesas. Delas guardava o nome da sua autora, Mariana Alcoforado, e a reminiscência do tom, primeiro amoroso e depois nostálgico das cartas. Não quero saber das teses segundo as quais as cartas não seriam de uma jovem freira, mas de um diplomata francês. Gosto de imaginar Mariana, escrevendo as cartas, passando para o papel o drama vivido por muitas outras jovens mulheres, mantidas contra vontade em conventos. Apaixonando-se perdidamente por homens que depois as abandonavam. Encontrei esta edição de 1925, com quase um século, ilustrada e com um prefácio de Mattos Sequeira que depois de mencionar o género epistolar, escreve: «Em meio desta produtividade epistolar sem elevação nem beleza, apenas documentalmente útil para o estudo da sociedade em que se gerou, as cinco cartas, os cinco poemas da freira de Beja, são como estrelas resplandend...