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A jogadora de Go, Shan Sa (Notícias Editorial)

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    Depois de ter descoberto esta autora, li quase de seguida três livros dela. Este último, A jogadora de Go, foi aquele que mais gostei. Pode não ter o fôlego do livro A Imperatriz ou o suspense constante de Os conspiradores mas é o mais sentido.    O livro é narrado a duas vozes, a de uma jovem chinesa, residente na Manchúria e a de um soldado japonês, destacado para aquela região. A ação decorre durante a invasão da Manchúria pelo exército japonês.     Os capítulos pertencem-lhes alternadamente. Os dois encontram-se diariamente na Praça dos Mil Ventos para jogarem Go. Um jogo que os acompanha ao longo das páginas e que vai tecendo uma relação entre eles feita praticamente sem palavras. Ela ignora a nacionalidade dele, até porque ele se faz passar por chinês para espiar os jogadores, missão de que foi encarregue por um capitão do exército japonês convencido que o Go é apenas um disfarce: é nesta praça que os nossos inimigos combinam os seus golpe...

Les Conspirateurs, Shan Sa (Albin Michel)

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   Li este livro que foi, tal como A Imperadora, emprestado e recomendado pela Rita. Li-o em francês dado que não foi traduzido para português. Tive oportunidade de, entretanto, ler algumas críticas francesas e verifiquei que é considerado uma obra menor e um pouco decepcionante para os apreciadores das obras anteriores de Shan Sa. Concordo que este livro  não tem o fôlego do livro A Imperadora , nem o suspense das obras clássicas de espionagem, mas penso que Shan Sa se limitou a utilizar este jogo de espiões para, através deles, e como se tratasse de um jogo de espelhos, estabelecer relações entre as personagens e nos devolver diferentes imagens e convicções relativamente aos países envolvidos - China, França e EUA.     Há um trio de personagens, Ayamei, figura central dos eventos ocorridos em Tianan men, refugiada em França onde continua a luar pelos direitos humanos na China, Jonathan, americano, engenheiro alimentar e que se apresenta como membro...

Imperatriz, Shan Sa (notícias editorial)

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        O livro Imperatriz, emprestado pela Rita, que aprecia muitíssimo a escritora e este livro dela em particular (e o tradutor, Gonçalo Praça, pela tradução e por muitas outras razões) seduziu-me mas não me apaixonou. Não sei como explicar, mas determinadas passagens pareceram-me demasiado longas, os nomes de muitas das personagens sucediam-se e nalguns casos tinha dificuldade em me recordar se se tratava de um filho, um sobrinho, um general, um eunuco... (se calhar uma árvore genealógica teria facilitado a leitura) e depois incomodou-me não saber o que era verdade (provavelmente pouco para além da própria personagem) e o que era ficção.      Feitos estes apartes, o livro é fascinante. Poderíamos ser levados a acreditar que no século VII, na China, as mulheres disputavam e exerciam o poder, mas no livro é lembrada a afirmação de Confúcio " Uma mulher envolver-se na política é tão escandaloso como uma galinha pôr-se a cantar no...