Vidas seguintes, Abdulrazak Gurnah (cavalo de ferro)
C omprei Vidas seguintes, no café-livraria insensato , em Tomar, lugar onde os livros nos convidam a sentar e a comer qualquer coisa, enquanto os folheamos. Não me foi difícil a escolha, até porque logo que Abdulrazak Gurnah recebeu o Prémio Nobel, em 2021, fiquei com vontade de conhecer a sua obra. Segundo li na altura, é o quinto escritor do continente africano a ganhar o Prémio Nobel da Literatura desde a sua criação em 1901. Nasceu em 1948 em Zanzibar, no que viria a ser alguns anos depois a Tanzânia, e no final dos anos 60 chegou a Inglaterra como refugiado. Neste romance é evidente a sua ligação a África. Não é do pais que o acolhe e onde reside de que fala, mas da terra onde nasceu. Não sendo o primeiro escritor africano que leio, ao ler Vidas seguintes senti que olhava o mundo numa perspetiva diferente. Que aprendia História enquanto lia um romance....