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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho,
por Alexandre Gusmão (22/05/2018)

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mel, Ian McEwan (Gradiva)

    Mais um livro do Ian McEwan que, mais uma vez, me foi emprestado e recomendado pela Nélia.
    De novo nos surpreendemos pela versatilidade deste autor. Muitos escritores escrevem obsessivamente sobre o mesmo tema ou as tramas percorrem as mesmas épocas, as mesmas ruas ou as mesmas personagens. Com o Ian Mc Ewan isso não acontece. Cada livro é um mergulho numa época, numa atmosfera, num enredo completamente distinto. No caso de Mel, e embora nem o nome do livro, nem a capa nos deixassem suspeitar, trata-se de um livro sobre espionagem, em pleno período da guerra fria, que se desenrola numa Inglaterra a viver uma crise política e económica.
    O livro é,  assumidamente, uma homenagem a Ian Fleming que Ian Mc Ewan expressamente menciona nas últimas páginas.
    É também um livro que funciona como um jogo de espelhos que vamos decifrando à medida que ação se desenvolve, sem contudo deixar de sentir que, tal como Serena, fomos enganados.
    Serena, a protagonista, é uma jovem brilhante que é recrutada para os serviços secretos britânicos e, posteriormente designada poara a operação Mel, através da qual são selecionados escritores a quem é atribuida uma verba para que possam escrever e difundir os ideais do ocidente e combater os países escondidos atrás da designada cortina de ferro.
    E se de repente entre esses escritores encontramos nomes conhecidos, passamos da ficção para a realidade?
    "Então deve saber que este género de coisas tem uma longa história. O Departamento de Pesquisa de Informação trabalha connosco e com o M16 há anos, ocupando-se de escritores, de jornais, de editores. George Orwell, no seu leito de morte, deu ao DPI uma lista de trinta e oito companheiros de viagem comunistas. E o DPI ajudou a publicar o Triunfo dos Porcos em dezoito línguas e desenvolveu um bom trabalho com o Mil Novecentos e Oitenta e Quatro. (...) Bertrand Russell, Guy Wint, Vic Feather.(...)"

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