quinta-feira, 30 de março de 2017

The White Princess, Philippa Gregory (Simon&Schuster)

    Este livro foi uma tremenda deceção. Decidi lê-lo em inglês, no seu original, para conhecer um pouco melhor a escrita da autora, já que só podia ter uma fraca ideia pelas traduções dos outros livros dela que já li (ver aqui). Confirmei que não é uma escritora exímia, nem sequer particularmente boa. Ainda assim, mau grado meu, sou uma apaixonada por romances históricos e pela História da Inglaterra em particular. Desde que comecei a ler esta série e visitei a Torre de Londres, ainda fiquei mais curiosa. Quando terminei "A Filha do Conspirador" e, na nota da autora, li que o livro seguinte focaria as teorias em volta dos príncipes desaparecidos, soube que teria de ler esse (este!) romance também. Mas o livro é muito fraco; não queria largá-lo porque queria saber como iria terminar, mas confesso que custou.
     Desta vez seguimos o casamento de Elizabeth de York com Henry Tudor, o primeiro Tudor. Elizabeth é a filha do Rei Edward IV e de Elizabeth Woodville ("A Rainha Branca") e, supõe-se, amante do tio, o Rei Richard III. É também irmã dos príncipes desaparecidos. Richard é derrotado na batalha de Bosworth por Henry Tudor, filho de Margaret Beaufort ("A Rainha Vermelha") e Edmund Tudor, ambos da linhagem Lencastre. Henry e Elizabeth estavam comprometidos desde novos, mas Henry viveu em exílio até invadir a Inglaterra para reclamar o seu direito ao trono, que acabou por conseguir com a morte de Richard.
    Todo o seu reinado é, no entanto, ameaçado por revoltas e conspirações e pretensos príncipes reaparecidos clamando o seu direito ao trono. Uma vez que o paradeiro dos príncipes se mantinha desconhecido, não se sabia se estariam vivos ou mortos, o que abria as portas a vários impostores fazendo-se passar por um ou outro.
    Como sempre, com Philippa Gregory, seguimos a vida de uma mulher - Elizabeth de York - durante o seu casamento forçado com o homem responsável pela morte do suposto amante, seguindo as suas dúvidas constantes quanto ao envolvimento da família, particularmente da mãe e da tia, em conspirações para destronarem o marido, e a sua luta interior ente assegurar o trono para o filho Artur ou reconhecer um dos rapazes que diz ser o seu irmão Richard.
    No entanto, a sensação que passa é a de que a autora conseguiu descobrir muito pouco sobre ela e o que se passou na altura porque, como foi muito bem comentado numa crítica que li no Goodreads, a frase mais frequentemente usada pela protagonista é I don't know! (Eu não sei!)...

    Mother, think of me for a moment! What should I do if my brother is alive and he comes at the head of an army, to fight my husband for the throne? The throne that should go to my son? What should I do? When my brother comes to my door with his sword in his hand? Am I Tudor or York?

     (Mãe, pensa em mim por um momento! O que é que eu faço se o meu irmão estiver vivo e vier à cabeça de um exército para disputar o trono com o meu marido? O trono que deveria vir a ser do meu filho? O que é que eu faço? Quando o meu irmão aparecer à minha porta de espada na mão? Eu sou uma Tudor ou uma Iorque?)

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