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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho,
por Alexandre Gusmão (22/05/2018)

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As mãos desaparecidas, Robert Wilson (Dom Quixote)il

Que saudades eu tinha de um bom romance policial. Javier Falcon, detective de homícidios,investiga uma sucessão de mortes. Na investigação, cruzam-se os grandes eventos mundiais dos últimos anos: o 11 de Setembro (que inicialmente pensou tratar-se do atentado às torres gémeas e só depois se percebeu tratar-se do golpe chileno conduzido por Pinochet), o atentado a Olof Palme, a máfia russa, a imigração, o tribunal penal internacional...
Cruzam-se ainda crimes que têm irrompido com grande dimensão e ignorado fronteiras, como a pedofilia (também no livro se fala em criminosos conhecidos, como um famoso locutor), a corrupção e o tráfico de seres humanos.
E no meio disto tudo, Javier continua a seguir o processo de psicoterapia, a recuperar do divórcio, a apaixonar-se, contaminando o livro com pensamentos pessoais e emoções que, em regra, não estão presentes em livros policiais.
Um exemplo é a afirmação da sua psicoterapeuta, Alicia Aguado: "Mesmo depois de todos estes anos continuo pasmada com o poder aterrador da mente. Temos esse organismo instalado nas nossas cabeças, o qual, se o deixarmos, pode destruir-nos ao ponto de nunca voltarmos a ser os mesmos...e, no entanto, é nosso, pertence-nos. Não fazemos ideia daquilo que nos assenta sobre os ombros."
As Mãos Desaparecidas ganhou o prémio Gumshoe para o Melhor Romance Policial Europeu, em 2006.

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