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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho,
por Alexandre Gusmão (22/05/2018)

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Crónicas maldispostas, Pepetela (D. Quixote)

    Crónicas maldispostas reúne um conjunto de crónicas do autor publicadas na revista mensal angolana África 21, entre 2007 e 2015. Não sei se as crónicas foram publicadas na revista com este título ou se apenas foram apelidadas de maldispostas nesta edição. Mas confesso que adorei o nome e achei que era um privilégio alguém ter direito a publicar crónicas maldispostas mensalmente. Comecei logo a imaginar os temas que mereceriam a minha má disposição se tivesse direito a um espaço de publicação. O problema seria sempre a escolha, a seleção da má disposição (talvez tenha sido a perceção desta minha identificação que levou a Ana Paula a oferecer-me o livro).
     E a má disposição do Pepetela é nalguns casos dirigida ao seu país e aos seus concidadãos, mas ultrapassa com frequência as fronteiras angolanas e chega a Portugal e a muitos outros países. E tanto fala de gatos vadios como dos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, dos problemas dos canhotos e dos fantasmas da Europa, em crónicas curtas, claras e acutilantes. A última crónica - as crónicas aparecem pela ordem cronológica da sua publicação - Quem tem medo dos livros? foi publicada em agosto de 2015.
    Para além da história delirante da censura brasileira durante a ditadura militar que procurava dois perigosos escritores, Victor Hugo e Stendhal, autores de Os Miseráveis e de O Vermelho e o Negro, fala do receio ainda presente em muita gente que um livro provoque uma revolução, promova um golpe de estado ou faça antecipar a menstruação das meninas. (...) O Homem vai evoluindo, diz-se. Mas alguns continuam a ter medo de livros.
    Um livro atual e inteligente, a não perder.
     Uma palavra final para a capa, belíssima, de Maria Manuel Lacerda.

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