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A nova rubrica quinzenal da nossa página afiliada, Ponto&Vírgula, começou com o testemunho na nossa co-autora Ana Vargas.

Acompanhe a partir daqui os textos publicados:

#1 Leio, logo... crio laços, por Ana Vargas (24/04/2018)
#2 Leio, logo... empilho, por Sofia Guedes Vaz (08/05/2018)
#3 Leio, logo… sonho, por Alexandre Gusmão (22/05/2018)
#4 Leio, logo… exploro, por Lucinda Afreixo (05/06/2018)
#5 Leio, logo... preservo, por Manuela Pires (19/06/2018)
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Queremos que participe nesta rubrica! O que é, para si, ler? Qual é a sua visão do mundo literário, do lado do leitor? Entre em contacto connosco, por mensagem privada na página Ponto&Vírgula e partilhe a sua opinião.





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Caçadores de cabeças, Jo Nesbo (publicações D. Quixote)

    
A Maria João emprestou-me este livro e mal consegui largá-lo até à última página. Não é um policial clássico. Estamos do lado dos maus, mas aparentemente são-o todos ou quase todos, o que leva a reviravoltas absolutamente surpreendentes até ao final do livro, o epílogo.
    Não se trata de crimes passionais ou perpetrados por pessoas desequilibradas. E se o móbil é o dinheiro ou a posição social, também surpreende que os criminosos sejam pessoas bem integradas socialmente e com excelentes níveis de vida. Igualmente surpreendente é a descrição do relacionamento de Roger Brown, o protagonista, e Diana, a sua mulher, que diz a dado momento: "O equilíbrio é crucial. Isso aplica-se a todas as relações boas, harmoniosas. Equilíbrio na culpa, equilíbrio na vergonha e na consciência pesada."
    A ação decorre vertiginosamente e o leitor pensa que acompanhou tudo mas percebe no final que foi ludibriado. A conversa final dos dois - Roger e Diana - é como o remate dos clássicos de Agatha Christie em que Hercule Poirot explica os detalhes do crime e como atuou o criminoso. Confesso que nalgumas partes pensei que o enredo e as provas não passariam no teste das séries policiais americanas a que estamos habituados, mas isso é quase irrelevante na vertigem da história.
    

1 comentário:

  1. O interrogatório que segue o método "Reid" é muito bom. E útil!

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