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O cuco, Camilla Lackberg (Porto Editora)

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   Ofereceram-me este livro. Não há nada melhor que uma prenda inesperada. Por isso e pelas saudades que tinha de ler um policial, não resisti a começar a lê-lo de imediato.     Confesso que ficou muito aquém - não direi da minha expetativa - mas do que considero um bom policial, como os os escritos pela Ruth Rendell, que nos prendem logo nas primeiras palavras.   Já passaram praticamente 10 anos (tantos?) desde que li os primeiros livros da Camilla Lackberg. O que escrevi sobre A Sombra da Sereia aplica-se ao que senti quando li este último livro:    «O efeito surpresa não existiu desta feita. A narrativa é muito simétrica à do outro livro: um crime acontece na tranquila vila de Fjallbacka, Patrik Hedstrom, inspetor, conduz a investigação e a mulher, a escritora Erica Falk, vai investigando por sua iniciativa e acrescentando peças ao puzzle. A narrativa desdobra-se em dois momentos distintos (...)»    Também neste romance policial acontece ...

O domador de leões, Camilla Lackberg (D. Quixote)

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    Continuo a surpreender-me com a explosão dos livros policiais de autores nórdicos que, tenho a sensação, substituíram as escritoras britânicas, já com alguma idade e cabelos brancos que, entre chávenas de chá, imaginavam crimes e criminosos hediondos. Parece-me, porém, que nenhum crime nem criminoso inventado por elas chegava aos pés destes. Mas não é a maldade ou o horror do crime que faz um bom livro policial nem sequer o seu desfecho ou o suspense que o antecede. Para mim, que não tento sequer adivinhar o autor do crime, um bom livro policial é aquele em que vamos descobrindo lentamente as pistas que vão sendo plantadas parcimoniosamente, conduzindo-nos, como se estivéssemos na cabeça de quem investiga o crime, à descoberta do criminoso. Mas em que o mais importante é o motivo, a causa do crime.    Desta autora, é o terceiro livro que leio, depois d' A Ilha dos Espírito s e A Sombra da Sereia , e neles encontro a ideia do mal gratuito, sem razão ...

A sombra da sereia, Camilla Läckberg (D. Quixote)

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       O segundo livro desta autora, oferecido pela minha mãe em conluio com a minha filha, ambas cúmplices no horror a policiais e às descrições de crimes e sangue a escorrer que, mais raramente do que creem, enchem as páginas dos livros policiais.     O efeito surpresa não existiu desta feita. A narrativa é muito simétrica à do outro livro: um crime acontece na tranquila vila de Fjallbacka, Patrik Hedstrom, inspetor, conduz a investigação e a mulher, a escritora Erica Falk vai investigando por sua iniciativa e acrescentando peças ao puzzle. A narrativa desdobra-se em dois momentos distintos, marcados também pelo tipo de letra.    Ao mesmo tempo que seguimos a investigação, vamos acompanhando a vida familiar de Erica e Patrik e restante família, marcada pela tranquilidade e pelos afetos em claro contraste  com os crimes que investigam.      Se o efeito surpresa não existiu, porque a forma como o livro está estruturado...

A ilha dos espíritos, Camilla Läckberg (Dom Quixote)

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   Um dos meus maiores prazeres nas férias de verão é a leitura de um bom livro policial. Ainda não tinha lido nenhum desta autora e confesso que a leitura do livro me prendeu desde o início. A história é muito complexa e à trama policial soma-se a vida familiar e a envolvência social e politica de uma pequena comunidade sueca.      Embora o crime que desencadeia a investigação seja o homicídio aparentemente inexplicável de Matts Sverin, a trama centra-se sobretudo na questão da violência doméstica e nos efeitos e consequências que desencadeia.     O livro decorre em dois contextos temporais e espaciais, no presente em Fjällbacka e, no passado, em 1870, na ilha de Gråskär. Mas em ambos o crime de violência doméstica é o detonador da sequência de eventos que constitui o cerne do livro.      O final é absolutamente inesperado e constitui uma reviravolta na investigação e na perceção que o leitor foi construindo...