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O Velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda (Edições Asa)

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    Reler O Velho que lia romances de amor deu-me um imenso prazer. Interrompi o livro que estava a ler, e da China voei até à Amazónia para esta pequeníssima história de amor.     Lembrava-me muito bem das personagens, do velho, Antonio José Bolívar Proaño e do dentista, doutor Rubicundo Loachamín, que odiava o Governo. Juntamente com a mulher do velho (Dolores Encarnación del Santísimo Sacramento Estupiñán Otavalo), são as únicas personagens que têm nome completo e que são quase sempre designados pelo nome completo. Na sua maioria, as restantes personagens não são sequer individualizadas, são os jíbaros, os xuar, os garimpeiros, os gringos...     Quanto ao lugar onde decorre, El Idilio, tentei procurar mas não consegui confirmar se de facto existe ou é um lugar - idílico - inventado pelo autor.     O que não me recordava é do facto de o velho ler romances de amor e o dentista estar em El Idilio no princípio desta novela se...

Luís Sepulveda, que escrevia romances de amor

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    Li muitos dos livros de Luís Sepúlveda, quase todos nos anos noventa do século passado. Dito assim, parece uma eternidade, contudo retenho a lembrança da maioria deles. Reparo agora que a edição de " O velho que lia romances de amor " é de 1999, e é a 14.ª. Quantas mais terá havido? De outros livros dele também tenho reedições, " Encontro de Amor num País em Guerra ", " Diário de um Killer Sentimental ", " Mundo do Fim do Mundo " ou " O General e o Juiz ", o  que significa que era um escritor muito amado entre nós.     Em janeiro deste ano, Café com Letras, uma iniciativa da Biblioteca Municipal de Oeiras, convidou Luís Sepúlveda para uma conversa, com moderação de Ana Daniela Soares. Quando chegámos à Biblioteca, um pouco antes da hora marcada, vimos que os lugares já se encontravam praticamente todos tomados. Funcionários da Biblioteca deslocavam mesas e juntavam cadeiras para acrescentar mais lugares e, entretanto, conti...

O General e o Juíz, Luís Sepúlveda (Edições Asa)

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    Em 1998 Pinochet foi preso quando se deslocou a Londres para ser submetido a uma cirurgia. Como era Senador pensava ter imunidade diplomática.  O juiz espanhol Baltazar Garzón aproveitou a situação para emitir um mandado internacional de prisão e solicitou sua extradição para a Espanha, na sequência de uma queixa apresentada pelo seu envolvimento na Operação Condor, que se destinava a perseguir e eliminar opositores de várias ditaduras sul-americanas (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai).      Pinochet esteve 503 dias detido, ao fim dos quais o Reino Unido não autorizou a sua transferência para a Espanha. Foi durante este período que Luís Sepúlveda publicou estas crónicas. Como escreve no texto inicial, reconhece com amargura que apesar de Pinochet não ter sido extraditado para Espanha, os artigos foram apreciados "(...) pelos que sofreram, pelos que sofrem, pelos que ainda mantém a esperança e não se cansam de afir...