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A mostrar mensagens com a etiqueta Luís Cardoso

O Plantador de Abóboras (Sonata para uma neblina), Luís Cardoso (abysmo)

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    Tive a sorte de ter ouvido falar n’O Plantador de Abóboras antes de o livro estar editado e, mais tarde, antes que me chegasse às mãos, tive a oportunidade de ouvir Luís Cardoso, no programa “Todas as palavras”, na RTP3 ( https://www.rtp.pt/play/p8281/e518042/todas-as-palavras ) falar sobre o livro. De tudo o que disse, retive especialmente a parte em que explica que a protagonista de O Plantador de Abóboras é uma mulher, porque em Timor quase todos os heróis são homens, e as mulheres são as heroínas escondidas da história. Se já tinha alguma expetativa quanto ao livro, a entrevista e, em particular, esta dedicatória, acentuou-a significativamente.     O livro abre com 4 gravuras, belíssimas, de Ana Jacinto Nunes, a que se soma a da capa, e acaba com o terno desenho do plantador de abóboras pela filha do autor, Clara Noronha.     A história de O Plantador de Abóboras começa com a chegada de um homem a Manu-mutin. Lá está a mulher, que...

Língua mátria, contos inéditos de autores de língua portuguesa (The book company)

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   Entre os dias 21 e 29 de setembro realizou-se no Templo da Poesia o festival  Língua Mátria que contou diversas atividades, incluindo sessões com vários autores portugueses e exposições. No âmbito do festival foi editado este pequeno livro de contos que decidi comprar porque é uma maneira de conhecer os diversos autores de língua portuguesa que nele participaram: - David Capelenguela e Ngonguita Diogo, Angola; João Tordo , Teolinda Gersão e Patrícia Reis, Portugal; Luís Cardoso , Timor-Leste; Luís Carlos Patraquim, Mia Couto , Moçambique; Milton Hatoum, Brasil; Olinda Beja, São Tomé e Príncipe; Vera Duarte, Cabo Verde; e Waldir Araújo, Guiné-Bissaau.     Como em todas as colectâneas de diversos autores, os contos são muito distintos. Primeira surpresa, apesar de na contracapa se referir que Língua Mátria espelhar vários lugares e imaginários da lusofonia, o conto de João Tordo passa-se no Uruguai e o da Teolinda Gersão num lugar não identi...

LÍNGUA MÁTRIA - Festival Literário e Feira do Livro de Oeiras

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    A propósito do Festival Literário de Oeiras, Língua Mátria, recordamos alguns dos livros de autores que teremos oportunidade de ver e ouvir nos dias 28 e 29 de setembro: Pepetela Crónicas maldispostas, conjunto de crónicas do autor publicadas na revista mensal angolana África 21, entre 2007 e 2015; Lueji , que cruza as histórias de Lueji, rainha da Lunda, e de Lu, uma bailarina conceituada e aparentemente tetraneta de Lueji; Luís Cardoso O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação , um relato da luta dos timorenses pela sua independência e uma homenagem às mulheres e aos homens que de diferentes formas contribuíram para este desfecho; Para onde vão os gatos quando morrem? O livro está dividido por dias e vai, de forma sequencial, até ao vigésimo dia. Como refere Frei Bento Domingues no Prefácio, este « romance é escrito como uma parábola bíblica. Acompanha-o A Criação do Mundo, de Miguel Torga, outra parábola bíblica quase laicizada».  ...

O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação, Luís Cardoso (sextante editora)

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     Confesso que não sabia quem era Pigafetta, mas o título induziu-me a procurar e fiquei a saber que era um nobre nascido em Vicenza, no final do século XV. Quando soube da expedição de Fernão de Magalhães, que partia à procura das ilhas Molucas, ofereceu-se para participar, e viajou desempenhando o papel de intérprete, cronista e cartógrafo. Três anos depois, apenas um navio regressou da que foi a primeira viagem de circum-navegação à volta do mundo. Ao contrário de Magalhães, Pigafetta sobreviveu, tendo escrito relatos sobre a viagem, o que o celebrizou até aos dias de hoje.     Luís Cardoso parte da ideia de que Pigafetta ficou retido em Timor, não tendo concluído a sua viagem de circum-navegação ao mundo que será mais tarde concluída, ou pelo menos desejada, por um timorense, albino, transexual, que usa o seu nome. Como se de alguma forma esta alteração da história de Pigafetta, ali parado, sem conseguir concluir a sua viagem, nos desse a...

Para onde vão os gatos quando morrem?, Luís Cardoso (Sextante Editora)

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    Há qualquer coisa de mágico quando lemos um livro no lugar em que a história acontece. Foi o que aconteceu com este livro, cuja leitura iniciei na ilha de Ataúro. Existem lugares que já foram cenário de vários livros e filmes, e é fácil para o leitor visualizá-los, mas há outros que só raramente são mencionados ou usados como pano de fundo de uma história. Nestes casos lê-los, enquanto sentimos o vento e vemos a paisagem que é descrita, ou ouvimos algumas palavras em tétum que são ditas, torna a leitura especial (até a menção repetida aos tokés , que ouvíamos diariamente, sendo que no glossário é referido que se trata de um Lagarto Pactydatilus gottutus que emite um som que se assemelha a toké).     Não aconteceu por acaso. Como já fiz anteriormente, antes de partir de férias para Timor-Leste, fui à Livraria Palavra de Viajante e pedi livros recentes de autores timorenses ou que decorressem em Timor. Com a competência e simpatia de sempre, sugerir...